Destas três palavras, a única que eu conhecia quando era [mais] miúda, era avó.
A minha avó (hoje com 87 anos) e a minha mãe, escolhiam aquela tarde em que iam fazer sabão.
Não sei a receita. Mas era a tarde inteira a bater o sabão, sem parar. E como não se pode parar de bater até chegar ao ponto, ia também a vizinha ajudar, pois não há braço que aguente tal tarefa!
Os ingredientes? O famoso Omo™, soda cáustica e... pingo do porco! Sim, aquela gordura derretida que fica depois de cozinhada a gordura para fazer os torresmos (pelo menos, são estas palavras que usamos na capital da Beira Alta). Por isso, era muito frequente fazer sabão a seguir à matança do porco!
Depois de feito, colocavam-se em caixas de marmelada gigantes, que a senhora da mercearia arranjava. Isto no tempo em que a marmelada era vendida aos pedaços... (mas como lá em casa a marmelada é caseira, só usávamos mesmo as caixas!).
E onde é que os parabenos e os microplásticos entram nisto tudo?
Se lá estão, não sei. Mas que não se falava em nada disto, não falava. E se estivessem microplásticos nesta receita, seriam provenientes do saquinho de OMO que se usava.
Depois da chegada da máquina de lavar roupa, o gasto de sabão manual diminuiu bastante, pelo que hoje já se faz muito menos vezes. Mas ainda o encontro lá no wc da casa da minha mãe.
Ahhh... e não se assustem com a "agressividade" dos ingredientes! É um sabão bem macio e cheiroso!!!😘

Sem comentários:
Enviar um comentário